O período do carnaval tem um quê de nostalgia, de reverência às marchinhas, a um tempo que não volta mais. Neste sábado, a atuação de Bruno César na vitória do Vasco sobre o Boavista, por 2 a 0, em São Januário, também teve essa capacidade de nos transportar para o passado, para dias em que o camisa 10 de uma equipe era quase que obrigatoriamente seu maestro, o responsável pelo ritmo das jogadas, pela abertura dos espaços. Foi um pouco nesse clima de Canal 100 que o time da Colina chegou a 11 jogos sem perder em 2019.
Quando foi mais atacante do que meia, Bruno César viu o Vasco sofrer com a dificuldade para fazer a conexão entre meio de campo e ataque. Foi assim quase sempre no primeiro tempo. Lucas Mineiro tentava armar o time sozinho, falhava e se não fosse a cobrança de falta de Bruno César, o time teria descido para o intervalo no 0 a 0. Aos 33 minutos, ele cobrou falta com força, de longe, Marrony aproveitou o rebote e abriu o placar para o Vasco.
A próxima partida da equipe será no próximo sábado, contra o Flamengo. No jogo, o Vasco deverá ter a volta de Maxi López à equipe titular. Neste sábado, ele não jogou por causa de uma sinusite e viu Ribamar entregar muito em termos físicos, mas pecar nas conclusões. Se tivesse uma pontaria melhor, poderia até ameaçar a titularidade do argentino, em baixa.
Quem colocou fogo na disputa por posição foi Rossi, que correu muito e aproveitou a inspiração do camisa 10 das antigas, Bruno César. O jogador deu uma bola enfiada com qualidade para o atacante, que foi titular no lugar de Yago Pikachu. Rossi concluiu bem para fazer 2 a 0.
– É fácil atuar com um jogador como Bruno César, com dois zagueiros experientes, com Marrony, que tem cheiro de gol – disse Rossi: – Acredito que foi uma das melhores partidas que fizemos na temporada.




