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Reuniões e coletivas marcam demissão de Diniz no Fluminense; Abel Braga é procurado

Folha Piauí por Folha Piauí
19 de agosto de 2019
em Esportes
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Reuniões e coletivas marcam demissão de Diniz no Fluminense; Abel Braga é procurado
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Todos os olhares se voltaram para Fernando Diniz quando Jonathan Gómez abriu o placar para o CSA, no Maracanã. A comemoração alagoana contrastava com o silêncio sepulcral do treinador, que via o misto de vaias, críticas e xingamentos tomar conta do estádio. O apito final determinou uma nova derrota no Campeonato Brasileiro e a sua demissão — confirmada na manhã desta segunda-feira.

O Fluminense ainda discute opções para o comando técnico. Após reunião realizada entre Mário Bittencourt, Celso Barros e Paulo Angioni, o primeiro escolhido para contato foi Abel Braga, que recentemente foi demitido do Flamengo e trabalhou até a metade de 2018 no tricolor. Outro nome cotado e que agrada é o de Dorival Júnior, que ainda não foi procurado.

Sobre Diniz, a sua frigideira estava quente desde antes da bola rolar naquele domingo. A demissão já estava sendo cogitada desde a derrota para o São Paulo, no dia 27 de julho, no Maracanã e o ponto final veio após uma semana derradeira marcada por coletivas de dirigentes, reuniões com o elenco e apoio explícito dos jogadores.

Na terça-feira passada, as críticas veladas do vice-presidente geral Celso Barros, já mostravam a sua insatisfação com o trabalho de Diniz. Na opinião do cartola, “não adiantava jogar bem e não vencer”, mas o tom utilizado nas ponderações — principalmente internas — não agradou ao elenco.

Na sexta-feira daquela semana, um ameno Mário Bittencourt subiu ao palanque para dar apoio ao treinador. Ele, inclusive, era dos poucos que ainda acreditava no comandante e queria aguardar até a Copa Sul-Americana mesmo sendo fortemente cobrado pela demissão. Anteriormente, o presidente já havia vencido a queda de braço pela contratação do goleiro Muriel.

Porém, o estopim viria em uma nova reunião com o elenco. Um dirigente presente reclamou que o ex-presidente Pedro Abad marcou a eleição antecipada após sete jogos no Campeonato Brasileiro e emendou:

— Nós não montamos esse elenco — bradou, mas rapidamente se corrigiu ao perceber o incômodo de parte dos jogadores:

— Mas confiamos em vocês — completou.

Foi o suficiente para os jogadores “fecharem” com o treinador. Publicamente, nomes como Paulo Henrique Ganso, Pedro e Caio Henrique defenderam o seu trabalho. Diniz deixou o Fluminense sendo querido pelos jogadores, diferentemente do que aconteceu no Paraná Clube e no Athletico-PR.

Após a derrota pra o CSA, Diniz também perdeu um importante apoio: o das arquibancadas. Os gritos de “burro”, “time sem vergonha” e xingamentos vistos mostraram o fim da paciência de uma torcida que outrora havia gritado seu nome. Na coletiva, deixou seu cargo sobre decisão da diretoria.

Na saída do Maracanã, Mário Bittencourt deu um abraço longo em Fernando Diniz, como quem já comunicasse o fim do ciclo. O Fluminense ocupa a 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, tem a segunda defesa mais vazada da competição é soma apenas uma vitória nas últimas dez rodadas.

Tags: Fluminense

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