Dando continuidade à operação para desarticular o bando que explodiu e roubou três agência bancárias em Campo Maior no último dia 29 de abril, a Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira (10) mais duas pessoas. Trata-se dos irmãos Delson Ferreira de Moura, 29 anos, e Demilson Ferreira de Moura, 26 anos. Eles estavam escondidos na casa de uma tia na cidade de Inhuma e, segundo a polícia, teria parentesco com o líder da organização criminosa, Paulo França, que foi morto durante abordagem policial em Barras.
Delson e Demilson chegaram a Inhuma após fugirem da localidade Conceição, na zona Rural de São João da Canabrava. As investigações apontaram que eles são os proprietários da chácara onde toda a ação em Campo Maior foi planejada e Demilson chegou a confessar que receberia uma compensação financeira pela cessão da casa e ajuda na logística do crime.
Após a prisão, a polícia fez uma diligência na propriedade dos irmãos, situada na localidade Sítio Velho, e lá encontraram explosivos, rádios comunicadores, cordéis detonantes e rojões. Para a PM, ficou constatado que o local era onde os criminosos retiravam a pólvora para a montagem dos explosivos usados nos caixas eletrônicos e cofres.
“Após localizarmos a propriedade e apreendermos o veículo modelo Corolla roubado em Teresina e os demais artefatos utilizados para a explosão dos bancos, continuamos as diligências em busca de mais pessoas envolvidas no crime”, foi o declarou o comando da Companhia de Valença. Todo o material apreendido foi encaminhado, junto com os presos, para a Delegacia Regional do município.
Operação
Com as prisões de Delson e Demilson, sobe para oito o número de detidos na operação para desarticular a quadrilha responsável pelos ataques às agências bancárias de Campo Maior. Os outro seis presos teriam participação indireta no crime, dando apoio logístico e traçando rotas de fugas para os criminosos que agiram diretamente nas explosões aos aos bancos. Dentre os que foram presos está Hassan Prado, filho do ex-coronel e ex-comandante da Polícia Militar do Piauí, Francisco Prado, que faleceu em 2015. Além dos detidos, nove suspeitos de participarem da quadrilha foram mortos em abordagens policiais que resultaram em troca de tiros nas cidades de Cocal e Barras.




