acabei de receber informação sobre o estado de saúde do jornalista Arimateia Azevedo, que há meses se encontra preso no Presídio de Segurança Máxima Irmão Guido, em Teresina, por crimes sem provas. Cardiopata, teve início de AVC ontem, está sem poder se alimentar, e sequelas graves.
Foi feito pedido de prisão domiciliar, para tratamento em casa, negado pelo juiz Vidal de Freitas, o que muito me estranha pois o conheço bem e sei que vem de uma linhagem humanística. O pai era o des. escritor, membro da Academia Piauiense de Letras, meu particular amigo Vidal de Freitas, com quem primei muito na intimidade do lar dele. E vi o hoje juiz em crescimento moral, intelectual e espiritual.
A negação de um pedido numa situação de risco de vida, como está a ocorrer, é um ato desumano. Até porque há laudo médico dos profissionais que atendem na Irmão Guido afirmando que ali não há a menor possibilidade de atender um caso como o do jornalista Arimateia Azevedo.
Ana Maria, filha do jornalista Arimateia Azevedo, me passou esta mensagem:
“pai segue na penitenciária. O juiz da execução modificou o próprio entendimento dizendo que cardíaco poderia ficar na penitenciária Enquanto isto, o recurso desta decisão passa em mão e mão de cada desembargador, que se diz suspeito ou impedido. Uma negativa de jurisdição completa a um idoso que está com 3 kg a menos só nesta última prisão”.
Não vamos esperar o jornalista Arimateia Azevedo morrer para lamentar o ocorrido. Alguma coisa tem que ser feita urgentemente…
Vamos apelar para a lei que protege os animais (art. 14), como fez o advogado Sobral Pinto, em defesa de presos políticos do regime militar. Até hoje a petição é estudada nos cursos de Direito. O meu professor de Direito Penal na Universidade Estadual do Piauí advogado Leoncio Coelho Junior nos fez estudá-la em diversas aulas. O jornalista Arimateia Azevedo é também bacharel em Direito. Vale alguma coisa?
Com fé, esperança e amor.




