Os motoristas e cobradores de ônibus de Teresina enviaram para a Superintendência Municipal de Trânsito (Strans) um documento que notificava o órgão sobre a possibilidade de uma nova greve da categoria a partir de quinta-feira, 28 de outubro.
Segundo os membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) a decisão sobre a greve geral por tempo indeterminado será tomada hoje durante uma nova assembleia que será realizada pela categoria. A principal reivindicação é a convenção coletiva de trabalho.
De acordo com o major Cláudio Pessoa, superintendente da Strans, o município está se preparando caso a greve seja realmente deflagrada, como ingressar na justiça contra os empresários por descumprimento do acordo feito no início de outubro.
“A gente vai chamar a categoria para assembleia para deliberar os próximos passos a serem tomados no sistema. Do jeito que está não está dando para continuar. Diante dos acontecimentos, até o momento, a gente entende que só manifestação não é mais viável. O que é viável é ter uma greve por tempo indeterminado do sistema”, pontou Francisco Souza, Secretário de Previdência e Assistência Social do Sintetro ao meionorte.com.
O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, informou que tem um plano ‘B’ caso a greve seja confirmada que é entrar na justiça para cancelar o atual contrato e dar inicio a um contrato de emergência com dispensa de licitação, com empresas de fora do estado assumindo o contrato.
SETUT assegura que as empresas têm cumprido acordo e que a Convenção Coletiva deve ser discutida em janeiro
Teresina tem enfrentado dificuldades no setor de transporte público e o impasse tem comprometido a prestação de serviços efetiva aos passageiros de ônibus da capital, principais prejudicados com a situação. O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que tem realizado regularmente o cumprimento do acordo feito com a Prefeitura de Teresina, incluindo as questões trabalhistas com os motoristas e cobradores de ônibus.
As empresas já efetivaram na semana passada o pagamento do acordo realizado em Jan/21 entre Prefeitura e Sintetro, no valor de R$ 720 mil, como também já iniciou o pagamento das folhas que estavam em atraso. A frota da ordem de serviço acordada com o ente municipal tem sido cumprida e foi toda colocada à disposição dos passageiros do transporte coletivo de Teresina. Dessa forma, a entidade não vê quaisquer motivos para uma possível paralisação dos serviços, por parte dos trabalhadores.
O Setut reforça que a possibilidade de assinatura da Convenção Coletiva com os trabalhadores deve ser discutida em janeiro de 2022, conforme data base, determinada por lei. Naiara Moraes, consultora jurídica do Sindicato, destaca que o setor está focado em reerguer o sistema de transporte público.
“O Consórcio SITT e demais empresas não compactuam e nem tem participação na paralisação dos trabalhadores. Nos causa estranheza essa possível paralisação que somente irá prejudicar a população. Garantimos que as empresas estão cumprindo todas as duas obrigações trabalhistas. Importante ressaltar que a data base de assinatura da convenção coletiva está prevista somente para janeiro de 2022. O Setut tem cumprido o seu papel com a sociedade e reforçado a prestação de serviços com qualidade, eficiência e agilidade no atendimento aos passageiros da cidade”, disse.
O setor de transporte público de Teresina, infelizmente até o momento, só conseguiu alcançar 28% do passageiro transportado antes do início da Pandemia. Anteriormente, a quantidade de passageiros era cerca de 200 mil e atualmente ainda estão em 60 mil usuários efetivos.




