Depois da cinematográfica apresentação de Neymar, na sexta-feira, o time de Pedro Caixinha despertou. Com autoridade, a equipe que capengava nos seus primeiros jogos de 2025, fez a sua melhor partida da temporada. E venceu o São Paulo, de Oscar, Lucas e Calleri, de virada, por 3 a 1, na Vila Belmiro, ontem.
Muito além da alegria pela maneira impositiva do Santos no clássico. Da empolgação pela excelente atuação de Guilherme, autor de dois gols. A excitação dos torcedores veio com a confirmação de Pedro Caixinha. O técnico antecipou o que a diretoria santista queria. Assim como o jogador. Neymar voltará a atuar pelo Santos, depois de 13 anos.
Na data do seu aniversário de 33 anos, 5 de fevereiro. Diante do adversário ‘ideal’ o fraco Botafogo de Ribeirão Preto. “Ele vai jogar na quarta-feira. Todos esperamos que se junte ao grupo na segunda para ter o processo do treinamento. Vamos falar com quem o acompanha. Para que ele tenha esse tempo de treino e possa estar conosco.”
A confirmação foi de Pedro Caixinha. O treinador não fez sequer um treino com Neymar, mas sofre uma pressão generalizada da direção e do próprio atacante. Ele quer que seu retorno seja na Vila Belmiro. Como está sem ritmo de jogo, nada melhor que ter pela frente um adversário fraquíssimo. O lanterna geral do Paulista. O pior de todos os 16 clubes.
O Botafogo, de Ribeirão Preto.
Em seis partidas não venceu nenhuma, empatou três e perdeu outras três. O time colecionou ontem outra derrota, contra a Portuguesa, por 3 a 2. A expectativa de Caixinha é que Neymar não atue 90 minutos. Jogue, no máximo, 45 minutos. O preço dos ingressos deverá ser aumentado. Na Internet, já há camarote cobrando R$ 1,5 mil por pessoa.
A procura, com certeza, irá aumentar.

Porque além da partida histórica, a vitória impositiva do Santos contra o São Paulo, ontem, trouxe confiança à torcida. O jogo começou com muitos contatos físico, a chuva que caiu no Litoral deixou o gramado pesado. Aflito,Pedro Caixinha, pressionado com o péssimo início do Santos no Paulista, foi expulso aos seis minutos, por reclamação.
Os dois times marcavam forte.
Até que, aos 35 minutos, Calleri escapou de Luan Peres e tocou a bola para Lucas. Mesmo acompanhado por Vinicius Lira, ágil, virou em cima do defensor e chutou a bola.
Ela passou, caprichosa, embaixo das pernas de Brasão.
São Paulo 1 a 0. Tensão na Vila Belmiro.
Mas o time de Luiz Zubeldía deixava espaços preciosos para o ataque santista. O gol de empate nasceu de maneira vergonhosa à defesa são paulina. Em cobrança de lateral, Vinicius Lira descobriu Tiquinho, que desviou. Gabriel Bontempo bateu cruzado e fraco, Guilherme apareceu, de surpresa, e empatou. 1 a 1, aos 42 minutos.
No segundo tempo, o São Paulo estava visivelmente cansado. Aos sete minutos, Tiquinho fez ótimo serviço como pivô. Serviu Soteldo, que deixou Gabriel Bontempo livre para virar o jogo.
O São Paulo se abriu, buscando o empate.
E ofereceu todo o campo para o Santos contragolpear. Aos 25 minutos, Tiquinho, sempre ele, ganhou de cabeça. A bola foi para Soteldo. O venezuelano serviu Pituca.
Dele, o passe perfeito para Guilherme marcar 3 a 1. O jogador fez o que quis pelo lado esquerdo, explorou a péssima marcação pela direita do time de Zubeldía.
Fonte Portal R7




