A Agespisa está enviando, nesta quarta-feira (06), para a gerência de São Raimundo Nonato, duas bombas de alta potência que vão ajudar na regularização do abastecimento de água da cidade, que está prejudicando desde o dia 15 de agosto, quando um apagão nacional de energia elétrica queimou os dois equipamentos. A equipe da Agespisa na cidade já está pronta para realizar o serviço.
Os dois equipamentos queimados foram recuperados, mas quando foram instalados nos poços não funcionaram e tiveram que voltar para a oficina eletromecânica em Teresina. Cada bomba dessas tem potência de 125 CVs e é capaz de retirar do poço até 90 mil litros de água por hora.
“São bombas de alta potência que a gente não consegue encontrar no mercado. Para comprar uma bomba dessas precisamos pedir na fábrica e encaminhar todas as especificações do poço onde será instalada. São fabricadas sob medida e poucas empresas trabalham com elas. Leva tempo. Por isso, tivemos recuperar no nosso próprio parque eletromecânico”, explica o diretor Gestão Operacional e Manutenção, Leonardo Sousa.
Além desses dois equipamentos que foram recuperadas e estão sendo encaminhadas hoje para São Raimundo Nonato, o presidente da Agespisa, José Santana, autorizou que sejam adquiridas duas novas bombas que vão ficar de reserva para o caso de necessidade. Não há prazo previsto para entrega, visto que depende da demanda da fábrica.
A Agespisa também adquiriu meses atrás e está aguardando chegarem por esses dias a Teresina, dois novos equipamentos que serão instalados no flutuante da barragem Petrônio Portella para aumentar o volume de água captado naquele manancial.
Paralelamente a isso, está em andamento outra ação que é a realocação do flutuante da barragem para uma posição mais apropriada a fim de garantir que ele esteja posicionado em um ponto com maior volume de água e mais facilidade de operação.
“Essas medidas vem sendo tomadas há algum tempo e, quando tudo estiver pronto, devemos ter uma melhora na oferta de água em São Raimundo Nonato, mas sempre vamos ter problema por causa da energia que chega à entrada nos poços, que nem sempre tem a qualidade ideal. Vale ressaltar que toda a equipe tem se esforçado para garantir o abastecimento de água nesse período, mas tem situações que não podemos evitar ou prever, como é o caso do apagão e da queima das bombas. Quando acontece, temos que correr atrás”, concluiu o diretor da Agespisa.




