A paralisação começou às 4h e deve se estender até às 9h, onde os trabalhadores se reunirão para decidir a continuidade dela. Os trabalhadores são pagos quinzenalmente, com 40% no dia 20 e 60% no dia 5, e as empresas não cumpriram o último pagamento.
Cláudio Gomes explicou que as empresas alegam que estão esperando repasse da prefeitura, e alguns trabalhadores não querem voltar a trabalhar até mesmo após o início da greve prevista para a próxima segunda-feira.
Cláudio Gomes ressaltou como os atrasos nos pagamentos e os baixos salários têm consequências graves para a saúde dos trabalhadores. “Eles estão adoecendo, e muitos precisam de ajuda de psicólogos por causa das dificuldades para arcar com as contas de casa.
E o cobrador, que tem contato direto com a empresa, sabe que ela desconta os salários em apenas dois dias de trabalho. Estamos revoltados e não aguentamos mais”, explicou.
O Sintetro se reuniu com o secretário de Governo, Michel Saldanha, na última terça-feira (7), para tentar chegar a um acordo sobre a crise no transporte público, mas sem sucesso. Dessa forma, a convocação de greve geral para o próximo dia 13 segue em vigor.
Apenas 30% dos ônibus vão circularem na segunda-feira. “Até agora, a greve está mantida. Se surgirem novidades até o final do dia de hoje, pode ser possível reunir a categoria no sábado para fazer uma assembleia.
Assim, ouviríamos a opinião dos trabalhadores sobre deflagrar ou não a greve, mas não houve ainda nenhuma negociação para suspender a paralisação”, disse o representante sindical.

NOTA DO SETUT
O SETUT informa que até o momento não tem confirmação bancária de que foram transferidos repasses financeiros para as empresas.
A entidade esclarece que segue junto ao Sintetro buscando soluções efetivas e viáveis para a resolução dos problemas do setor, alinhando com a Prefeitura de Teresina.




