A revista ‘Veja’, através do seu portal oficial, divulgou na noite desta quarta-feira (28) uma reportagem reveladora sobre os R$ 360 mil que foram apreendidos pela Polícia Federal no último dia 21 de setembro.
Segundo a reportagem, a PF apreendeu na verdade uma mochila na cor vermelha com 189 mil Reais, um saco branco com 150 mil Reais e, escondido debaixo do banco traseiro, mais 20 mil Reais. No total, foram encontrados 359.700 separados em maços de notas de 50 e 100 Reais.
O motorista do carro tentou fugir, foi perseguido pelos agentes, detido e levado para a delegacia. Autuado em flagrante, ele se negou a prestar depoimento – o que desencadeou uma série de rumores. E, de acordo com a matéria, já se sabe que sim, há “envolvimento político”.
“O motorista que se negou a prestar depoimento é Wellington do Nascimento Mesquita. Ele recebe um salário de 3.600 reais mensais como servidor da Assembleia Legislativa do Piauí, comandada pelo deputado estadual Themístocles Filho (MDB), candidato a vice-governador do estado na chapa do petista Rafael Fonteles”, revela trecho da reportagem.
Em outro trecho a Veja fala sobre a picape, que foi alugada em uma locadora pela empresa JDN Empreendimentos Urbanos. “Dona de contratos milionários com diversos órgãos públicos do governo do Piauí, comandado pelo petista Wellington Dias. De acordo com os investigadores, o dono da empresa, Jackson Nogueira, é próximo ao deputado estadual João Madison (MDB), que, por sua vez, disputa a reeleição e é aliado de Themístocles, o candidato a vice-governador. Essas conexões alimentaram muitos boatos, mas a principal suspeita é que o dinheiro seria usado para comprar votos”.
João Madison disse à Veja que “é só a Polícia Federal me chamar para depor que eu vou, mostro todo o meu gabinete, não tenho a esconder nada”. Jackson Nogueira e a empresa JDN não responderam aos repórteres da revista. No fim a matéria lembrou da pesquisa Ipec em que mostra que Rafael Fonteles está atrás nas intenções de votos.






