De uns tempos para cá tento me poupar de confrontos por motivações políticos. Seja para evitar atritos por divergências de opinião, seja para não desgastar amizades.
Muito bem. Entretanto, vivemos um momento decisivo na vida de todos os brasileiros, com a realização de mais um processo eleitoral que vai escolher presidente, governador, senador, deputados federal e estadual. E é, por isto, o momento de se considerar o que temos e o que queremos, uma vez que é a classe política que se elegerá agora quem vai fazer o futuro.
Geralmente em muitos de nós fala mais alto a paixão política. É quando se desconsidera a história, a capacidade e os compromissos de cada candidato. Não devia ser assim, mas acontece. Apresento este convite à reflexão aos piauienses que amam seu estado.
Em curta postagem recente, sugeri o voto em Joel Rodrigues (nº 111) e a “aposentadoria do Índio”, que é o codinome do candidato do PT e ex-governador do Piauí por quatro mandatos, Wellington Dias. Mas por que a sugestão?
Explico:
a) Este cidadão completará em janeiro de 2023 extensos 30 anos de vida pública, a partir sucessivamente do mandato de vereador (1993), deputado estadual (1995), deputado federal (1999), governador (dois mandatos – 2002 e 2006), senador (2011), e novamente governador (dois mandatos – 2015 e 2019). Pergunto: o que fez ele pelo povo piauiense, ou pelo Estado do Piauí, em todos estes tantos anos?
b) As suas gestões mais recentes, por Deus, foram marcadas por duas tragédias que falarão fundo no costado do povo piauiense por décadas – o astronômico endividamento do Estado, captando recursos através de empréstimos que nunca tiveram uma aplicação transparente, e que suscitam no mais alienado dos cidadãos a mais absoluta certeza de que foram desviados para finalidades espúrias, atestada pela inexistência de resultados; a outra é o uso da máquina pública para fins político-eleitorais, com a criação de órgãos desnecessários, improdutivos, onerosos, deles até para atividades já contempladas com a existência de outros órgãos, tudo com a intenção condenável de montar uma rede de captação e manutenção de aliados políticos e para o aparelhamento do Estado, garantindo a ele e aos seus a impunidade e a possibilidade de tudo poder e fazer sem qualquer penalidade. Escolha a instância e questione. Qualquer uma. Nada aconteceu de punitivo. Nada.
c) Talvez passe da hora de o povo piauiense ofertar o pijama a uma dezena de elementos que em nada contribuem para que este cansado Piauí vá a algum lugar. Seria cansativo citar seus nomes, mas seria alentadora a renovação mínima de 50% da Assembleia Legislativa, o mesmo percentual da Câmara dos Deputados e os “gestores” estaduais, especialmente. O Piauí não suporta mais essa turma. E pelo que mostra a realidade, o Piauí vai eleger Silvio Mendes governador do Piauí. Ao lado dele, um novo nome se oferece à consideração popular, que é o de Joel Rodrigues, ex-prefeito do Município de Floriano, que tem recebido apoio por onde passa. Se for eleito, Joel atuará ao lado da senadora Eliane Nogueira, mãe do hoje ministro Ciro, que apoiam Silvio Mendes e Joel. Se o eleito for Wellington, que Deus nos livre, a representação do Piauí no Senado terá dois adversários do Piauí e do seu futuro governador, a se somar a Marcelo Castro. E o Piauí precisa dispensar essa politicagem e partir para a reconstrução do que o Sr. Wellington Dias, além de não fazer, destruiu.
Concluo repetindo uma afirmação bem comum em tempos eleitorais: voto não tem preço – tem consequências.
Está nas mãos de cada um de nós, que amamos este Estado – Silvio-44/Governador; Joel-111/Senador.
*Paulo Chaves Jornalista




