O delegado Matheus Zanatta, da Gerência de Polícia Especializada (GPE), revelou que universitários e profissionais liberais eram os principais clientes do estudante de engenharia suspeito de comercializar drogas sintéticas. O jovem de 26 anos foi preso com 460 comprimidos de ecstasy, selos de LSD, a conhecida supermaconha entre outros tipos de entorpecentes.
“Ele era um ‘clínico geral’. Com relação a droga sintética encontramos ecstasy, comprimido que é chamado de ‘bala’ no meio social, encontramos LSD que é chamado de ‘doce’, o MDMA que é a matéria-prima do ecstasy que é como se fosse um cristal, cuja 1g custava R$ 200, skank conhecida como supermaconha, entorpecente difícil de ser encontrado no Brasil e muito disputado entre os traficantes, além de 13 tabletes de maconha”, disse Zanatta.
O delegado acrescenta que os clientes do suspeito eram pessoas com alto poder aquisitivo que compravam o entorpecente para consumir em festas eletrônica e universitária, bem como em shows.
O estudante foi preso no estacionamento de um supermercado na avenida Presidente Kennedy, na zona Leste de Teresina. O delegado acrescenta que parte da droga estava armazenada em uma kitnet próximo à faculdade onde o suspeito estudava, no bairro Uruguai, também na zona Leste.
“Ele era muito organizado e tinha até máquina de cartão para passar o valor da droga no débito ou crédito. Só em ecstasy, o prejuízo causado com a apreensão foi de R$ 30 mil. Ele vai ser indiciado por tráfico de drogas e pode ser enquadrado também em tráfico interestadual”, conclui Matheus Zanatta.




