Os próximos dias prometem ser de definições importantes para a Seleção Brasileira. Em Nova Jersey, o lateral-direito Wesley e o meia-atacante Neymar serão submetidos a exames de ressonância magnética que ajudarão a comissão técnica a traçar os próximos passos da preparação para a Copa do Mundo. Apesar de dividirem a mesma agenda médica, os dois vivem cenários completamente opostos dentro do grupo comandado por Carlo Ancelotti.
A principal preocupação envolve Wesley. O lateral-direito deixou o amistoso contra o Egito, disputado no último sábado (6), em Cleveland, sentindo fortes dores na região da virilha. O jogador saiu do gramado com muita dificuldade para caminhar, aumentando imediatamente a apreensão da comissão técnica e dos companheiros.
— Todos os cuidados foram tomados nessa preparação, físicos, exames, enfim, mas esse tipo de situação que aconteceu com ele é inerente ao jogo. Várias seleções vêm tendo esse problema. A gente espera que amanhã, nos exames, a gente confirme que ele não tenha nada grave e possa ficar conosco. Qualquer diagnóstico, qualquer palavra agora é precipitada. A gente volta pra Nova Jersey. No dia de amanhã, a gente vai estar fazendo exames comandados aí pelo Dr. Rodrigo Lasmar e, assim que tivermos uma posição, a gente vai comunicar — explicou o coordenador de Seleções da CBF, Rodrigo Caetano.
O exame nesta segunda-feira será decisivo para determinar a gravidade do problema. Dependendo do resultado, Wesley poderá até ser cortado da delegação brasileira às vésperas da estreia no Mundial. A possibilidade ainda é tratada com cautela, mas já mobiliza o departamento médico e a comissão técnica.
Caso a lesão seja confirmada e o lateral não tenha condições de permanecer com o grupo, Ancelotti terá a possibilidade de convocar um atleta que esteja na pré-lista de 55 nomes enviada à Fifa. Entre as opções para a posição aparecem Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo. Nos bastidores, Vitinho surge com uma ligeira vantagem por apresentar características semelhantes às de Wesley, principalmente pela capacidade ofensiva e pela intensidade nos apoios ao ataque.
Outra alternativa é não chamar um substituto específico para a lateral direita. Nesse cenário, Ancelotti poderia aproveitar a versatilidade do elenco e utilizar Danilo ou Ibañez improvisados no setor, abrindo espaço para uma convocação em outra posição considerada mais necessária para a sequência da competição.
Se o clima é de apreensão para Wesley, o sentimento em torno de Neymar é bem diferente. O camisa 10 está cada vez mais próximo de voltar às atividades em campo com os companheiros. O atacante se apresentou à Seleção já em recuperação de uma lesão grau 2 na panturrilha, diagnosticada após exame de ressonância magnética realizado em 27 de maio, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Mesmo diante do problema físico, a comissão técnica optou por manter Neymar no grupo. Desde então, o jogador vem realizando tratamento intensivo e seguindo um cronograma especial de recuperação. Como parte dessa estratégia, ele sequer viajou para Cleveland para acompanhar o amistoso contra o Egito, permanecendo em Nova Jersey para focar exclusivamente na reabilitação.
A expectativa é que o exame desta segunda-feira confirme a boa evolução clínica do atacante. Caso isso aconteça, Neymar deverá ser liberado para retomar gradativamente os trabalhos em campo já no início da semana, reforçando o otimismo da comissão técnica de contar com sua principal estrela em condições de atuar durante a Copa do Mundo.
Entre a incerteza de Wesley e a esperança que cerca Neymar, a Seleção Brasileira aguarda os resultados de exames que podem influenciar diretamente os planos de Carlo Ancelotti para os próximos dias.

Fonte lance.com.br




