Passados nove dias desde a última manifestação pública, a empresa organizadora do Poti da Sorte não realizou novos sorteios nem informou os procedimentos para reembolso dos clientes que compraram cartelas. O último comunicado oficial foi divulgado em 14 de fevereiro, através do apresentador Chico Filho.
O sorteio de cada cartela custava R$ 20, e há informações de que a empresa chegava a vender até 35 mil cartelas por semana, movimentando valores significativos. Desde a suspensão das atividades, determinada pela justiça após operação da Polícia Federal, os clientes aguardam definições sobre o futuro dos valores pagos.
No comunicado de 14 de fevereiro, a empresa informou que ofereceria duas opções aos clientes: aguardar a definição de nova data para o sorteio suspenso ou solicitar o reembolso. “Nos próximos dias, será divulgado dos nossos canais oficiais a forma de solicitar o reembolso”, dizia a nota. Porém, até o momento, nenhuma orientação foi disponibilizada.
A empresa afirmou ainda que seu jurídico solicitou à justiça acesso às informações que motivaram a suspensão e que não havia data definida para realização do sorteio. “Reiteramos que a nossa empresa sempre agiu com seriedade e dentro de todos os parâmetros legais, razão que pela qual temos a certeza que tudo será esclarecido e regularizado em breve”, concluiu o comunicado.
VEJA O VÍDEO DO COMUNICADO:
A suspensão do sorteio previsto para 8 de fevereiro ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Aleatorius, que apura possíveis irregularidades na comercialização de títulos de capitalização no Piauí. O programa, apresentado aos domingos pelos jornalistas Chico Filho e Vanusa Coelho, que não têm ligação com a investigação, iria sortear três prêmios de R$ 10 mil, um quarto prêmio de R$ 250 mil e 20 giros da sorte de R$ 1 mil.
De acordo com a Polícia Federal, a operação tem como objetivo interromper a atuação de empresa suspeita de desvirtuar autorizações concedidas pelo órgão competente do Ministério da Fazenda, com indícios de irregularidades na realização de promoções e na destinação dos recursos arrecadados.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Teresina e em cidades do Ceará e de Pernambuco, além da determinação de suspensão das atividades da empresa investigada por decisão da 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.
Foto: Reprodução
Durante a ação, cerca de R$ 850 mil em espécie foram apreendidos, além de celulares e documentos que passarão por análise. As investigações apontam ainda indícios de movimentação de grandes valores fora do sistema bancário formal, o que pode caracterizar crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e delitos contra a ordem tributária.
As apurações seguem em andamento e os clientes aguardam definições sobre a situação financeira de seus investimentos no programa.
Fonte Conecta Piauí




