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Depois do encontro do PL, Hugo Mota proíbe reuniões em comissões da Câmara

PL tinha convocado encontros durante recesso parlamentar

Folha Piauí por Folha Piauí
22 de julho de 2025
em Manchete, Nacional, Política
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Depois do encontro do PL, Hugo Mota proíbe reuniões em comissões da Câmara

Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PL), proibiu que parlamentares realizem reuniões de comissões da Casa.

O despacho foi assinado nesta terça-feira (22) e publicado no Diário Oficial da Câmara. O ato determina que as atividades legislativas sejam retomadas apenas em agosto.

A medida inviabiliza a realização de sessões de duas comissões que estavam marcadas para a manhã desta terça. As comissões de Segurança Pública e de Relações Internacionais da Câmara votariam matérias em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na pauta dos dois colegiados havia requerimentos de moção de apoio, solidariedade e louvor a Jair Bolsonaro. Ambas as comissões são presididas por deputados do mesmo partido do ex-presidente, são eles Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR).

O encontro foi marcado em meio ao recesso parlamentar informal, que começou na última sexta e vai até 31 de julho. Embora os trabalhos tenham sido interrompidos por decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB), a Câmara segue em “recesso branco”, ou seja, um recesso informal porque ainda não votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Apesar das pressões da oposição, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal decidiram manter o recesso.

Oposição reage a Hugo e diz que decisão do presidente é “ilegal”

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (22), parlamentares da oposição classificaram a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de proibir a realização de reuniões de comissões da Casa durante o recesso como “ilegal” e “antirregimental”.

“A única decisão que deveríamos nos submeter era pelo presidente em exercício (Elmar Nascimento), então essa decisão do presidente Hugo Motta, quero deixar clara, ela é antirregimental e ilegal”, disse o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

“A censura chegou começando pela caneta do ministro Alexandre de Moraes. A censura continua numa decisão ilegal e antirregimental. Me sinto amordaçado numa Casa que deveria ser do povo”, continuou Sóstenes.

Apesar das críticas, o líder do PL afirmou que irá acatar a decisão da Mesa Diretora e trabalhar dos gabinetes e nas ruas, “ao lado do povo brasileiro”. Segundo ele, isso prova que não são “extremistas” ou “radicais”.

O despacho de Hugo foi assinado e publicado no Diário Oficial da Câmara nesta manhã. O ato determina que as atividades legislativas sejam retomadas apenas em agosto.

Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública, afirmou ainda que “a oposição não vai se calar, não vai deixar de trabalhar a favor da liberdade’.

“Hoje a nossa reunião foi cancelada. Essa decisão foi uma decisão do presidente Hugo Motta e que nos impede de manifestar a nossa opinião e a nossa palavra”, completou.

Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores, disse que, com a decisão de Hugo Motta, a oposição “vai voltar às nossas bases e fazer a nossa mobilização de rua, e vamos continuar falando o que o presidente Bolsonaro foi impedido de falar”.

Anistia e pauta anti-STF durante recesso da Câmara

A bancada de oposição na Câmara dos Deputados protocolou um requerimento para a realização de sessão extraordinária mesmo durante o recesso parlamentar. A ideia é acelerar a votação do projeto que concede anistia aos condenados pelos atos criminosos de 8 de janeiro e de propostas que miram o Supremo Tribunal Federal (STF).

O requerimento foi apresentado à Mesa Diretora da Câmara na segunda-feira (21) pela deputada Caroline De Toni (PL-SC). O pedido acontece em meio a pressão da oposição para responder às decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, do STF, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última sexta-feira (18), Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e na sede do PL, em Brasília. O ministro também determinou que o ex-presidente seja monitorado por tornozeleira eletrônica e proibido de usar redes sociais ou conceder entrevistas transmitidas por qualquer meio, inclusive em canais de terceiros.

As decisões motivaram reação imediata de lideranças do PL. Na segunda-feira (21), os líderes do partido no Congresso, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e senador Carlos Portinho (RJ), convocaram uma reunião emergencial com parlamentares para discutir a estratégia para retaliar as decisões de Moraes.

Eles classificaram as decisões de Moraes como “descabidas, desproporcionais e uma afronta ao Estado Democrático de Direito”.

No requerimento, De Toni pediu que, além do projeto de anistia, sejam pautados dois projetos com foco no STF.

O primeiro altera a legislação para incluir novas hipóteses de crimes de responsabilidade para ministros do Supremo, especialmente nos casos de “usurpação das competências do Congresso Nacional”;

O segundo estabelece prazos e regras mais claras para a tramitação de pedidos de impeachment de ministros do STF, com o objetivo de garantir “mais transparência e segurança institucional”.

Para a deputada, as propostas buscam “restabelecer o equilíbrio entre os Poderes” e criar mecanismos mais rígidos de controle sobre o Judiciário.

“O Parlamento precisa dar uma resposta firme à escalada autoritária que estamos presenciando. A anistia é um passo necessário para restaurar a justiça e reafirmar o direito à liberdade política no Brasil”, declarou De Toni.

Fonte CNN

Tags: Câmara dos deputados

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