No início de outubro, com a liberação de eventos para até 100 pessoas e campanhas eleitorais, houve uma elevação no número de casos e óbitos, principalmente no interior

O Piauí deve enfrentar um novo pico da Covid-19 no final do ano e início de 2021. A expectativa acontece em razão do mês de dezembro, onde as confraternizações de final de ano devem puxar a curva de infecção para cima, como fizeram as eleições durante o mês de outubro, com registro diário de até 16 mortes por dia, semelhante ao pico que o Estado enfrentou em junho.

A doença no Piauí diminuiu de forma acentuada no mês de agosto, mas retomou com alta no número de novos casos e de óbitos, conforme os boletins emitidos diariamente. A preocupação é que o estado chegue a médias diárias de mortes superiores às registradas em junho, como tem acontecido nos Estados Unidos e Europa que vivem situação de lockdown parcial em razão do número assustador de novos casos.

Bruno Ribeiro, médico intensivista do Centro de Operações de Emergência do Piauí (COE-PI), explica que as medidas de isolamento social funcionaram ao ponto de conter a doença no início do segundo semestre. “O pico da doença no Piauí foi no mês de junho, com a maior média diária de novos casos registrados. A partir de julho e, principalmente, agosto, as médias começaram a cair, tanto em relação aos casos como em relação aos óbitos. Houve dias com menos de 300 casos e dias com apenas um óbito”, contabiliza.

O  médico Bruno Ribeiro. Crédito: Sesapi.

No entanto, a situação tem ficado cada vez mais grave, sobretudo fora da capital, que tem mantido os níveis de mortes e novos casos de forma estável.  “No início de outubro, com a liberação de eventos para até 100 pessoas e campanhas eleitorais, houve uma elevação no número de casos e óbitos, principalmente no interior”, acrescenta Bruno.

Fonte:meionote.com