Para ampliar as ações de combate ao novo Coronavírus, a Prefeitura de Teresina está utilizando o aplicativo Colab para mapear os casos de pessoas infectadas pela doença. Em live realizada na manhã desta terça-feira (07), o prefeito Firmino Filho contou com a participação do cofundador da plataforma, Gustavo Maia, para explicar melhor como funciona o aplicativo e pedir que mais pessoas utilizem essa ferramenta para ajudar o município a ter uma ideia da evolução do vírus na cidade.

“O Colab será mais um instrumento à disposição de Teresina para que possamos monitorar a doença, tendo em vista a ausência de testagem para fazer um trabalho mais preventivo. O desafio é intensificar o isolamento social para chegar a nossa meta de 73%, o que significa dizer que a cidade deverá trabalhar para funcionar com o seu mínimo. Precisamos aumentar a vigilância para cumprir a nossa estratégia de achatar a nossa curva. Já temos um monitoramento pela startup InLocu e vamos aumentar esse monitoramento com mais esse auxílio do Colab, que é necessário para sabermos a real situação da transmissão do vírus na nossa cidade e assim traçarmos novas estratégias para conter a covid-19”, disse o prefeito.

“Com a falta de testes no país, sentimos a necessidade de colaborar com as cidades parceiras do Colab que estão enfrentando a pandemia de Covid-19. Queremos ampliar o número de usuários na plataforma para termos dados mais completos sobre a realidade de cada cidade. Por isso, solicitamos que os teresinenses baixem o aplicativo e façam a sua parte no combate a essa pandemia”, comentou o cofundador do Colab, Gustavo Maia.

O Colab é colaborativo e foi modificada para ser uma aliada no combate ao coronavírus. Ao baixar o aplicativo, será feito um questionário e a pessoa deverá informar o que está sentindo, se já realizou testes laboratoriais para covid 19, se teve contato próximo com pessoas com sintomas relacionados à doença, se reside com pessoas com mais de 60 anos, por exemplo.

“Com essas informações, será rodado um algorítimo para conseguir entender quantos casos não notificadas tem na ruas, quantas pessoas podem estar infectadas, entre outras informações, para, junto com os técnicos em saúde espalhar nos mapas da cidade e estudar o cenário. É o que se chama de vigilância participativa e que é utilizada no mundo inteiro. E assim, as pessoas reportando diariamente no Colab o seu estado de saúde, é possível monitorar casos assintomáticos e sintomáticos e traçar estratégias a partir disso”, explicou Gustavo.

Atualmente, a capital possui mais de 15 mil usuários cadastrados na plataforma, que está disponível em aparelhos Android e IOS. Para ter acesso, o usuário precisa baixar e criar um perfil no aplicativo. Ao se cadastrar, o cidadão pode responder diariamente um questionário para monitorar os seus sintomas ou informar se teve contato com alguém infectado. Os dados serão repassados para a Fundação Municipal de Saúde (FMS) para a composição da amostragem de casos existentes na cidade.