O jogo do Vasco foi um grande déjà-vu de um drama sem fim: má atuação, ataques da torcida ao presidente, brigas na arquibancada, bombas da polícia, crianças sendo carregadas com semblante de medo no colo dos pais. Poderia ser a descrição de uma partida do time ao longo de vários anos, mas trata-se do que aconteceu na noite desta quinta-feira, antes, durante e depois da derrota para o Goiás por 1 a 0, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Agora, a equipe terá de buscar uma vitória por dois gols de diferença na próxima quarta-feira, no Olímpico de Goiânia, para seguir vivo na competição. Se for por um gol, a vaga sairá nos pênaltis. Quem sabe sem a presença da torcida o Vasco jogue melhor. O duelo terá portões fechados por causa da pandemia do coronavírus.

Nesta quinta-feira, eles estiveram abertos para os vascaínos que optaram por ir ao jogo, mesmo com tantos motivos para ficar em casa. Sem medo de caírem doentes, sucumbiram ao desempenho ausente de qualquer inspiração. No primeiro tempo, Andrey fez a única jogada boa, tocou para Vinícius, recebeu de volta e finalizou com força. Tadeu ofereceu o rebote e Cano marcou. A arbitragem viu bem que o argentino usou a mão e anulou o lance.

Tirando isso, não houve o que se elogiar. O Goiás, mais organizado, foi chegando com mais perigo até que abriu o placar, aos 43 minutos, com Fábio Sanches.

No segundo tempo, veio Lucas Ribamar, muitas vaias para Abel Braga por ter colocado o atacante na partida, e a estreia de Benítez. Nada mudou. Com muita vontade, mas sem qualquer organização, o time cruzou bolas na direção da área e tentou jogadas individuais para chegar ao empate. O efeito da estratégia foi nulo.

Sob vaias e em silêncio, os jogadores desceram derrotados para o vestiário em mais uma partida em que o Vasco pareceu estar, no fim das contas, parado no tempo.